O governo central registrou superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado ficou acima da expectativa dos economistas, que projetavam saldo positivo de R$ 4,650 bilhões, e representa uma virada em relação a setembro de 2025, quando as contas fecharam com déficit de R$ 14,379 bilhões.
O governo central registrou superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado ficou acima da expectativa dos economistas, que projetavam saldo positivo de R$ 4,650 bilhões, e representa uma virada em relação a setembro de 2025, quando as contas fecharam com déficit de R$ 14,379 bilhões.
O número reúne as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social. O resultado primário mostra a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, sem contar o pagamento de juros da dívida pública. Quando há superávit, sobra dinheiro para abater parte desses juros.
O dado chega em um momento de atenção do mercado às contas públicas. Investidores acompanham com cautela os sinais sobre a composição da equipe econômica e os planos fiscais para o próximo mandato do presidente Lula, que começa em 2027. Nesta quinta-feira (29), o dólar abriu em alta, cotado perto de R$ 5,35, e os juros futuros também avançaram.
O desempenho fiscal ao longo do ano é decisivo para o cumprimento da meta prevista no arcabouço fiscal, regra que limita o crescimento das despesas e estabelece objetivos para o resultado primário. Um quadro fiscal mais equilibrado tende a reduzir a pressão sobre os juros e sobre o custo da dívida pública.
Os próximos meses costumam ter forte peso na arrecadação, com o recolhimento de tributos sobre lucros das empresas e o pagamento do 13º salário, que movimenta a economia. O resultado consolidado do ano será conhecido no início de 2027.
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