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Governo reforça investigação de 45 casos de violência política após o segundo turno

Governo reforça investigação de 45 casos de violência política após o segundo turno

O governo federal decidiu reforçar a investigação de 45 casos de violência política registrados desde o segundo turno das eleições de 2026, realizado no último domingo (25). O levantamento, apresentado pela Secretaria-Geral da Presidência e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, contabiliza 47 vítimas e dez mortes, entre elas três indígenas.

O governo federal decidiu reforçar a investigação de 45 casos de violência política registrados desde o segundo turno das eleições de 2026, realizado no último domingo (25). O levantamento, apresentado pela Secretaria-Geral da Presidência e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, contabiliza 47 vítimas e dez mortes, entre elas três indígenas.

As ocorrências reunidas pelo governo incluem sete atropelamentos intencionais, 14 agressões físicas, cinco ataques com disparos de arma de fogo, cinco episódios de violência contra povos indígenas e seis casos de abuso de autoridade ou violência policial. Como alguns episódios se encaixam em mais de uma categoria, as classificações podem se sobrepor. Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina concentram o maior número de registros.

Segundo o governo, a maior parte das vítimas era formada por apoiadores do presidente Lula, reeleito no domingo, e os autores seriam simpatizantes do candidato derrotado. Parte dos casos, porém, ainda não tem motivação confirmada. Em Goianésia (GO), por exemplo, a ocorrência é tratada como acidente, sem indício de ataque político.

Entre as medidas anunciadas está a abertura de inquéritos pela Polícia Federal para apurar crimes eleitorais, violência política de gênero e violações de direitos humanos. As denúncias também serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República. Nos casos em que houver suspeita de participação de policiais, as corregedorias das polícias Militar e Civil e os Ministérios Públicos estaduais serão acionados.

O governo também promete atuar contra a violência política nas redes sociais, onde ameaças e incitações costumam se espalhar nos dias que se seguem à votação. A expectativa é que os primeiros inquéritos sejam instaurados ainda nesta semana, e novos balanços devem ser divulgados à medida que estados enviarem informações sobre ocorrências ainda não contabilizadas.

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