O Ibama aplicou multa de R$ 50 milhões a uma empresa que tentava exportar 17 toneladas de barbatanas de tubarão para a Malásia. A carga foi interceptada pela Receita Federal na terça-feira (27), no Porto de Itapoá, no litoral norte de Santa...
O Ibama aplicou multa de R$ 50 milhões a uma empresa que tentava exportar 17 toneladas de barbatanas de tubarão para a Malásia. A carga foi interceptada pela Receita Federal na terça-feira (27), no Porto de Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina. As barbatanas estavam em sacos identificados como sardinha-lage, numa tentativa de driblar a fiscalização.
Pela estimativa técnica do órgão ambiental, a quantidade corresponde à morte de cerca de 5.700 tubarões. A maior parte das barbatanas é de tubarão-azul, espécie migratória, mas também havia peças de tubarão-anequim, que está ameaçado de extinção. O produto seria destinado ao consumo humano no mercado asiático, onde a sopa de barbatana é considerada iguaria e o quilo pode chegar a US$ 3 mil.
Desde março deste ano, as regras para exportar, importar e reexportar o tubarão-azul ficaram mais rígidas. Agora é preciso comprovar a origem da captura com documentos, ter licença ambiental específica e obter autorização prévia de exportação do Ibama. As medidas combinam controle comercial, fiscalização e proteção das espécies ameaçadas.
Não é a primeira vez que o Brasil aparece na rota desse comércio. Em 2023, o Ibama apreendeu 28,7 toneladas de barbatanas que também iriam para a Ásia, o equivalente a cerca de 10 mil tubarões, e autuou mais de 40 pessoas. Especialistas lembram que os tubarões crescem devagar e têm poucos filhotes, o que torna as populações muito vulneráveis à pesca predatória. A empresa autuada ainda pode recorrer da multa.
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