Com o feriado de 7 de Setembro, a semana no mercado brasileiro só começou na terça-feira (8) — e começou no azul. Nesse primeiro pregão, o Ibovespa subiu 1,25% e fechou aos 187.454,34 pontos, oscilando entre 185.207 e 189.487 pontos ao longo do pregão, com volume financeiro de R$ 18,76 bilhões. No câmbio, o movimento foi na direção oposta e igualmente bem-vinda para quem viaja ou importa: o dólar caiu 0,86% e terminou o dia cotado a R$ 5,086 na venda, o menor patamar em cerca de um mês.
Boa parte do impulso veio das commodities. Com o petróleo Brent se aproximando de US$ 100 o barril — maior nível em seis semanas — as ações de empresas ligadas a energia e mineração deram sustentação ao índice. O movimento é típico: quando as matérias-primas sobem, a bolsa brasileira costuma se beneficiar, ainda que o mesmo cenário pressione a inflação lá na frente. O Boletim Focus, com sua leve revisão do IPCA de 2026 para 5%, também ajudou a compor o clima mais leve.
O dia não foi de calmaria completa, no entanto. A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a cúpula da Polícia Federal manteve os investidores atentos ao ambiente institucional, um fator que costuma pesar no risco-país. E lá fora o humor era outro: as bolsas de Nova York abriram em queda, com o Dow Jones recuando mais de 1% e o S&P 500 e o Nasdaq também no vermelho, pressionadas justamente pela escalada do petróleo.
O radar dos próximos dias combina economia e política. De um lado, novos dados de inflação devem testar a tese de desaceleração dos preços. De outro, as eleições de outubro seguem como o principal fator de incerteza para o mercado, que costuma reagir a pesquisas e a sinais sobre a política fiscal do próximo governo. Como sempre em pregões de véspera de indicadores, as oscilações do dia dizem menos sobre tendência e mais sobre expectativa.
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