A expansão da inteligência artificial promete transformar a economia mundial, mas seus benefícios podem ser distribuídos de maneira desigual. O alerta foi feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que destacaram os riscos de países com menor infraestrutura tecnológica ficarem para trás na corrida pela inovação.
Segundo as instituições, a utilização de sistemas inteligentes pode impulsionar a produtividade, reduzir custos operacionais e criar novas oportunidades econômicas. O FMI estima que a adoção eficiente dessas ferramentas tenha potencial para acrescentar até 0,5 ponto percentual ao crescimento econômico global anual. Já projeções da OCDE apontam possíveis ganhos adicionais de 0,4 a 1,2 ponto percentual no crescimento anual da produtividade do trabalho em economias analisadas.
Apesar das perspectivas positivas, especialistas alertam que países com dificuldades de acesso à internet, infraestrutura energética insuficiente e baixos investimentos em educação tecnológica podem enfrentar obstáculos para aproveitar essas oportunidades. A transformação também poderá atingir diferentes categorias profissionais, exigindo adaptação de trabalhadores e empresas.
No Brasil, o debate reforça a necessidade de ampliar investimentos em conectividade, qualificação profissional e desenvolvimento tecnológico. Para os organismos internacionais, políticas públicas voltadas à inclusão digital serão fundamentais para impedir que a inteligência artificial aprofunde as desigualdades econômicas e sociais existentes.
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