Às vésperas das eleições parlamentares de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu uma ampla ofensiva militar em Hebron, na Cisjordânia ocupada, e ordenou preparativos para o fechamento total do território, após um ataque que matou dois soldados israelenses. O premiê, que busca um novo mandato nas urnas na terça-feira, também determinou o isolamento imediato de Hebron, informou seu gabinete nesta sexta-feira.
Durante visita ao local do confronto, Netanyahu afirmou que as forças israelenses atuarão no bairro onde viviam os dois palestinos apontados como autores do ataque. "Retiraremos os moradores, iremos de casa em casa, recolheremos as armas e toda a infraestrutura terrorista será enfrentada e destruída", declarou.
Segundo o Exército israelense, os agressores chegaram a uma posição militar perto do cruzamento de Yehuda, nos arredores de Hebron, e trocaram tiros com soldados por cerca de 20 minutos. Os dois palestinos morreram no confronto, que deixou ainda três militares israelenses levemente feridos. As forças de Israel afirmam ter impedido um atentado contra civis.
Netanyahu convocou uma reunião de emergência do gabinete de segurança e responsabilizou o Hamas pelo ataque, sem apresentar detalhes que comprovassem o envolvimento do grupo. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu uma operação abrangente na Cisjordânia para retirar o controle da Autoridade Palestina, embora não haja evidências de ligação do órgão com os atacantes.
A votação de terça-feira será a primeira eleição nacional israelense desde o ataque do Hamas contra Israel, em 2023. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio "completo e irrestrito" à reeleição de Netanyahu, a quem chamou de parceiro essencial no enfrentamento ao Irã.
*Com informações da Associated Press
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