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Diário de Notícias

DN.

Lucro da MBRF cai 19% e atinge R$ 69 milhões no 2º trimestre

A MBRF encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 69 milhões, queda de 19% ante igual período do ano passado. A receita líquida consolidada somou R$ 40,720 bilhões, alta de 4,9% na comparação anual.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 3,203 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem Ebitda de 7,9%, ante 7,8% um ano antes.

O volume vendido foi recorde para um segundo trimestre, de 1,969 milhão de toneladas, alta de 1,5%.

Do volume total, 1,253 milhão de toneladas foram vendidas no mercado interno, queda de 3,1% ante o segundo trimestre de 2025, enquanto 716 mil toneladas foram destinadas ao mercado externo, alta de 10,8%.

A receita no mercado doméstico somou R$ 28,010 bilhões, crescimento de 0,4%, enquanto a receita com vendas externas alcançou R$ 12,711 bilhões, avanço de 16,5%.

No consolidado, a MBRF registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 1,776 bilhão no trimestre, alta de 23% ante o resultado negativo de R$ 1,443 bilhão um ano antes. Segundo a companhia, a piora ocorreu em função de maiores gastos com juros.

A dívida líquida consolidada somava R$ 45 bilhões ao fim de junho, alta de 2,4% ante o trimestre anterior e de 19,7% na comparação anual. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,37 vezes no primeiro trimestre para 3,41 vezes no segundo trimestre, ante 2,74 vezes um ano antes.

A companhia registrou geração operacional de caixa de R$ 2,168 bilhões no segundo trimestre, enquanto os investimentos somaram R$ 1,411 bilhão. O consumo de caixa no período foi de R$ 864 milhões.

Segundo a MBRF, o capital de giro foi pressionado pelo aumento dos estoques e dos ativos biológicos, pela ocupação dos confinamentos na operação de bovinos da América do Sul, pelo início da formação de estoques para a campanha de produtos comemorativos e por ajustes no prazo médio de pagamento a fornecedores.

Para o segundo semestre, o CFO, José Ignacio Scoseria, afirmou que a companhia pretende concentrar esforços na melhora dos indicadores de capital de giro. "No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia", disse.

Operação BRF

A operação BRF respondeu por 79% do Ebitda ajustado da MBRF no segundo trimestre de 2026, enquanto Beef América do Sul representou 17% e Beef América do Norte, 4%.

No consolidado, o Ebitda ajustado cresceu 5,4% na comparação anual, para R$ 3,203 bilhões, com avanço das operações BRF e América do Sul mitigando o efeito cambial sobre a operação norte-americana.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,428 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 2,596 bilhões, alta de 3,8%, com margem de 16,8%, ante 16,3% um ano antes. No mercado interno, o volume vendido cresceu 4,6% em relação ao primeiro trimestre, acompanhado pela ampliação da base de clientes, pelo aumento do número de itens por cliente e pela redução da indisponibilidade de produtos nos pontos de venda.

No mercado externo, a BRF conquistou 34 novas habilitações no trimestre e registrou evolução dos preços em dólares de diversos cortes e destinos. No Oriente Médio, a instabilidade geopolítica manteve os preços em níveis elevados, mas também pressionou os custos logísticos. Na Turquia, a sazonalidade da temporada de churrasco e a resiliência do portfólio de processados favoreceram a rentabilidade.

Na operação Beef América do Sul, a receita líquida cresceu 26,4%, para R$ 6,389 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 22,1%, para R$ 570 milhões. O volume vendido aumentou 8,8%, para 273 mil toneladas, impulsionado pela expansão da capacidade produtiva e pela otimização da ocupação dos complexos industriais. As exportações responderam por 62% da receita do segmento.

Já a operação Beef América do Norte teve aumento de 2% no volume vendido, para 477 mil toneladas, e alta de 14,9% na receita em dólares, para US$ 3,748 bilhões. O desempenho foi favorecido pelo maior peso médio das carcaças e pela demanda firme por carne bovina. O Ebitda ajustado ficou em US$ 26 milhões, com margem de 0,7%, ainda refletindo a menor oferta de gado e os elevados custos de aquisição dos animais.

A Sadia Halal encerrou o trimestre com receita líquida de US$ 590 milhões e Ebitda ajustado de US$ 95 milhões, mais que o dobro dos US$ 46 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda ajustada alcançou 16,1%, novo recorde da operação, ante 9,2% no segundo trimestre de 2025.

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