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MGI pede mesa de negociação após IBGE descontar dias de greve do salário de servidores

Após a direção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) descontar integralmente do salário de outubro os dias de uma greve realizada em agosto e setembro, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) solicitou ao órgão a instalação de uma mesa de negociação.

A pasta informou, em nota, que a Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério entrou em contato com o IBGE e solicitou a instalação de uma mesa setorial com o objetivo de negociar a compensação dos dias parados.

De acordo com o MGI, as regras normativas existentes preveem que a compensação dos dias de paralisação pode ser negociada e que cabe ao IBGE adotar as providências necessárias para realizar o acordo.

"Com a formalização do acordo, os valores descontados são devolvidos de imediato. Cumprida a compensação nos termos acordados, os registros relativos à greve são retirados do assentamento funcional. Se o servidor descumprir o acordo, os descontos voltam a ser feitos e os registros são mantidos", disse, em nota enviada nesta sexta (6).

Mais cedo, o IBGE afirmou que mantém disposição para negociar com a categoria. Em nota publicada no site, a direção do instituto disse que já havia comunicado ao sindicato que uma nova rodada de negociações começaria após o fim do defeso eleitoral, em 25 de outubro.

O posicionamento foi divulgado após os servidores serem surpreendidos com o desconto integral e, em parcela única, na folha de pagamento de outubro dos dias nos quais estiveram em greve em agosto e setembro.

Segundo a direção, a greve de agosto e setembro atingiu cerca de 1% dos servidores, com 143 funcionários em períodos de paralisação que variaram de um a 25 dias.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (Assibge) afirma que o desconto foi adotado sem acordo e deixou alguns funcionários com salários zerados no início desse mês. Os descontos atingiram principalmente os servidores da Bahia, onde a greve teve maior adesão.

O IBGE foi procurado e não respondeu sobre o pedido do MGI até o momento.

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