O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta segunda-feira, 19, que o país está "a poucos passos" de alcançar a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia, ao comentar o avanço recente da produção, com destaque para a formação de Vaca Muerta.
Segundo Milei, a produção na região, que em 2023 teria ficado em torno de 310 mil barris diários em média, "hoje produz mais do que o dobro" e, em agosto de 2026, teria superado 670 mil barris por dia. Ele também declarou que, no total nacional, a produção teria saído de aproximadamente 635 mil barris/dia em 2023 para 932 mil barris/dia em agosto de 2026 - número que, de acordo com o presidente, seria um recorde histórico, acima do pico registrado em 1998.
"Hoje, pela primeira vez na história, nos encontramos a poucos passos do milhão de barris diários", disse Milei, ao usar o dado como indicativo de que o país estaria entrando em um novo patamar de oferta de petróleo.
No discurso, o presidente atribuiu a evolução a mudanças regulatórias promovidas por seu governo. Milei afirmou que a "revolução" no setor energético começou com um ponto do decreto 7023, ao eliminar o chamado "barril criollo" (mecanismo de controle/intervenção no preço interno do petróleo), e defendeu que a retirada de regulações teria criado incentivos para ampliar investimentos e produção.
Ele também mencionou que a administração pretende alcançar "18 mil desregulações" até o fim do mês, caracterizando o processo como uma "revolução subterrânea" que, na visão dele, pode transformar a Argentina em um "paraíso" econômico quando seus efeitos se tornarem mais visíveis.
Milei ainda citou o desempenho das exportações como sinal da mudança: afirmou que, em 2023, a Argentina exportava em média 128 mil barris por dia e que, em 2026, a média já teria dobrado. Ele disse também que, em julho, o país teria exportado quase 330 mil barris diários, sugerindo que a Argentina passou de uma situação de quase autoabastecimento para a de exportador relevante de petróleo na região.
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