Os mercados de milho e soja começaram outubro sob pressões diferentes no Brasil. Apesar da queda das cotações internacionais dos dois produtos, o milho enfrenta um cenário de maior oferta doméstica e menor procura, enquanto a soja encontra sustentação na demanda chinesa e nos prêmios pagos nas exportações brasileiras.
No mercado de milho, o recuo dos preços ganhou força diante do baixo interesse dos compradores. Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), empresas consultadas afirmam possuir estoques suficientes para atender às necessidades mais imediatas e, por isso, reduziram a procura por novos lotes.
A soja, por outro lado, encontra um cenário mais favorável no mercado doméstico. Mesmo com a pressão exercida pela queda das cotações internacionais, a procura da China pelo produto brasileiro e os prêmios de exportação ajudam a limitar a desvalorização no país.
O comportamento das duas commodities é relevante não apenas para produtores rurais. Milho e soja ocupam posições importantes na formação de custos de diferentes cadeias produtivas brasileiras, especialmente alimentação animal, carnes e alimentos industrializados, fazendo com que oscilações prolongadas eventualmente alcancem também os preços pagos pelos consumidores.
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