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Diário de Notícias

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Mpox: Rio de Janeiro já tem mais que o dobro dos casos registrados em 2025

O Estado do Rio de Janeiro confirmou 269 casos de mpox entre janeiro de 2026 e esta terça-feira, 3 de novembro. O número é mais que o dobro do registrado durante todo o ano de 2025 (119 casos). Não houve mortes pela doença em nenhum dos dois períodos, segundo informações enviadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) ao Estadão.

A pasta informou que a Vigilância Epidemiológica identificou um aumento recente dos casos e que acompanha a evolução do cenário.

Na capital, o painel EpiRio, atualizado também nesta terça-feira, registra 196 casos confirmados em 2026, contra 94 em todo o ano passado. Não há óbitos registrados nos dois períodos.

Questionada sobre um possível reforço da vacinação diante do aumento de casos, a SES-RJ respondeu que a medida compete ao Ministério da Saúde.

Como se prevenir?

A mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, a partir de lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias. Objetos contaminados, como roupas e lençóis, também podem favorecer a transmissão.

O quadro pode causar febre, dores no corpo, cansaço, ínguas e lesões que evoluem para bolhas e crostas. Na maioria dos casos, a infecção se resolve espontaneamente, e o tratamento busca aliviar os sintomas e cuidar das lesões.

A secretaria recomenda evitar contato físico direto com lesões na pele ou mucosas de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox. A orientação inclui evitar contato íntimo e relações sexuais diante de sinais ou sintomas suspeitos, até avaliação por um profissional de saúde.

Também não devem ser compartilhados objetos pessoais que possam estar contaminados, como toalhas, roupas de cama e vestimentas.

Pessoas com lesões suspeitas, especialmente nas regiões genital, anal e oral, ou em outras partes do corpo, devem procurar uma unidade de saúde. As manifestações podem vir acompanhadas ou não de febre e aumento dos linfonodos.

Em caso de suspeita ou confirmação, é necessário seguir as orientações dos serviços de saúde sobre isolamento e acompanhamento, evitando contato físico próximo até a completa cicatrização das lesões e a formação de uma nova camada de pele.

A vacinação está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos, conforme as recomendações do Ministério da Saúde.

A SES-RJ reforça a importância do diagnóstico oportuno e das medidas preventivas, com atenção às populações mais expostas e sem estigmatizar as pessoas acometidas.

Vacinação

No Brasil, a imunização contra mpox foi iniciada em 2023, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso provisório de um imunizante conhecido como Jynneos ou Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic.

No Brasil, podem se vacinar:

- Pessoas entre 18 e 49 anos que vivem com HIV/Aids e profissionais que atuam diretamente em contato com o vírus em laboratórios;

- Pessoas com mais de 18 anos que foram expostas ao vírus mpox por contato direto ou indireto com fluidos e secreções de uma pessoa contaminada;

- Caso haja vacina disponível na rede, a imunização pode ser indicada também para indivíduos em situação de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP).

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