Em seu primeiro discurso de campanha à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) colocou a segurança pública no centro de sua candidatura. "O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta", afirmou o ex-governador de Minas Gerais neste domingo, 16.
"Quero o brasileiro se sentindo seguro, podendo andar com o celular na rua. Já fui assaltado três vezes", disse Zema na cidade de Montes Claros (MG), onde escolheu lançar sua campanha. "Mas vamos mudar isso. Vamos colocar para mofar na cadeia quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem".
O candidato também prometeu construir um "superpresídio" na região Norte para líderes de facções criminosas.
Gestão de Minas Gerais
Ao falar sobre suas origens, Zema relembrou a chegada da família italiana ao País e disse que o Brasil não é mais um destino almejado, nem pelos próprios brasileiros.
"Quero um Brasil onde nossos filhos não precisem mudar para os Estados Unidos ou para a Europa. Quero o brasileiro com esperança, pensando que o Brasil é a terra do futuro."
A principal credencial apresentada por Zema para disputar a Presidência é a gestão de Minas. Ele afirma que sua administração fez com que brasileiros de outros locais quisessem se mudar para o Estado.
"Aqui nós temos prosperidade. O que fiz aqui vou fazer com o Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção, com gente competente", disse. "Já mostramos que o Brasil não é um País fracassado. O Brasil é um País roubado."
Para Zema, essa é a eleição mais importante da história. "No dia 4 de outubro, vamos decidir se quem vai continuar à frente do Brasil são as pessoas que estão aí. Vamos definir o futuro das próximas gerações", justificou.
Críticas ao STF
O político também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). "É político ficando cada vez mais rico, com contrato de R$ 129 milhões para a esposa e o povo cada vez mais pobre", pontuou.
Apesar de não citar o nome do ministro Alexandre de Moraes, o valor coincide com o contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com o Banco Master.
"Criamos uma casta nova, a dos intocáveis, que estão lá em Brasília se considerando acima da lei, se considerando donos do governo, do Estado e da nação. Sou o candidato que mais tem denunciado esses absurdos, inclusive respondo a um processo do ilustríssimo Gilmar Mendes, com muito orgulho. E não tenho medo, vou continuar falando porque não tenho rabo preso", disse.
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