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Ouro fecha em alta com dólar e juros dos Treasuries mais fracos e cautela em Wall Street

O ouro encerrou em alta nesta quinta-feira, 5, e alcançou o maior nível em duas semanas, sustentado pelo recuo do dólar e dos rendimentos dos Treasuries após o resultado eleitoral nos Estados Unidos. O mercado também ajustou posições antes da divulgação do payroll, principal relatório de emprego americano, prevista para amanhã.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,99%, a US$ 4.113,5 por onça-troy, enquanto a prata para dezembro avançou 0,18%, a US$ 52,376 por onça-troy.

O metal precioso ampliou os ganhos da véspera, com a aversão ao risco voltando a dominar Wall Street e com o dólar e os rendimentos dos Treasuries perdendo força após a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato. "Um dólar mais fraco, que caiu para a mínima de um mês, e custos de financiamento mais baixos tornam os ativos sem rendimento mais atraentes", afirmou Kaynat Chainwala, da Kotak Neo. "O resultado das eleições também mudou as expectativas em torno do estímulo fiscal e do risco político."

A queda do petróleo para abaixo de US$ 100 o barril também ajudou a aliviar temores inflacionários e a pressão por juros mais altos. Cresceu, ainda, a expectativa de que o avanço dos democratas nas eleições possa reduzir o risco de uma escalada na guerra com o Irã.

O Banco da Inglaterra (BoE) elevou nesta quinta-feira sua taxa básica em 25 pontos-base, para 4%, seguindo o movimento já adotado por outros grandes bancos centrais, enquanto Federal Reserve (Fed) e Banco Central Europeu (BCE) mantiveram os juros inalterados em suas últimas decisões.

Os investidores agora voltam as atenções ao payroll de outubro nos EUA, que será divulgado na sexta-feira, em busca de novas pistas sobre a trajetória de política monetária do Fed.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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