O contrato mais líquido do ouro fechou em queda nesta quinta-feira, 5, em meio ao alívio geopolítico nas relações Estados Unidos e Irã, na véspera de uma reunião bilateral, e à continuidade do fortalecimento do dólar no exterior.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 1,24%, a US$ 4.889,50 por onça-troy, novamente abaixo da marca de US$ 4.900 a onça. Já a prata para março tombou 9,10%, a US$ 76,71 por onça-troy.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que as negociações estão em andamento com o Irã. Representantes dos dois países devem se reunir nesta sexta-feira, em Omã, de acordo com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.
Washington também confirmou o diálogo, após impasses nesta semana sobre o local das negociações - o que gerou temores de que o encontro poderia não ocorrer.
Já o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou nesta tarde que vê o regime dos aiatolás "próximo do fim", em meio a retirada de riquezas do país por lideranças locais.
Um dólar mais forte pesou no apetite dos investidores na sessão, dizem os analistas do ANZ, o que comprometeu quaisquer ganhos provenientes do aumento da compra de ativos de refúgio. "Qualquer alta sustentada provavelmente dependerá da continuidade das compras da China, onde a demanda física tem sido forte antes do Ano Novo Lunar", acrescentam os analistas.
Apesar da baixa no dia, grandes instituições seguem projetando preços elevados para o ouro, ainda que com cenários alternativos bem definidos.
Em relatório enviado ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o UBS estima que o metal possa alcançar US$ 6.200 por onça nos primeiros nove meses do ano e o Deutsche Bank avalia que um dólar estruturalmente mais fraco pode levar o ativo a US$ 6.000 até o fim de 2026.
*Com informações da Dow Jones Newswires
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