As passagens aéreas ficaram 13,17% mais baratas em agosto, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE. O recuo foi o item de maior contribuição individual para a queda do grupo Transportes, que fechou o mês com deflação de 0,86% e ajudou a puxar o índice geral de inflação para o terreno negativo, em 0,32%.
O comportamento das tarifas aéreas é historicamente um dos mais voláteis da cesta do IPCA, porque acompanha de perto a sazonalidade da demanda. Agosto é um mês de baixa temporada no setor, após o período de férias escolares de julho, o que costuma levar as companhias a reduzir preços para ocupar assentos. Por isso, variações de dois dígitos, para cima ou para baixo, são recorrentes nesse item de um mês para o outro.
Outros itens do grupo também contribuíram para o resultado. Os combustíveis recuaram 0,91%, com o etanol registrando queda de 3,95%, o óleo diesel de 0,80% e a gasolina de 0,59%. O transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato no mês. Na direção oposta, o táxi subiu 0,62%, sem peso suficiente para alterar o sinal do grupo.
O alívio nos transportes se somou à forte queda da energia elétrica residencial, de 7,63%, e ao recuo dos alimentos para formar o resultado deflacionário de agosto. A sequência de números favoráveis chega na semana em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne para decidir a taxa Selic, com o mercado apostando em novo corte de 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.
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