Atualização da lista oficial da flora ameaçada reúne 3.730 espécies; araucária, jequitibá-rosa e castanheira também aparecem.
O pau-brasil, árvore que deu nome ao país, passou para a categoria de espécies criticamente em perigo de extinção, a de risco mais alto antes da extinção na natureza. A mudança está na atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no fim de outubro, com base em avaliações do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A nova lista reúne 3.730 espécies de plantas ameaçadas, 521 a mais que a versão anterior. Entre elas estão árvores conhecidas como a araucária, o jequitibá-rosa, a castanheira e o palmito-juçara. Segundo o ministério, 730 espécies estão na categoria de risco mais elevado, incluindo duas plantas da Mata Atlântica consideradas possivelmente extintas na natureza.
A maior parte das espécies ameaçadas é típica da Mata Atlântica e do Cerrado, biomas pressionados pelo desmatamento, pela expansão das cidades e da agropecuária e pelas mudanças climáticas. O ministério ressalta que o aumento da lista também reflete o avanço das pesquisas científicas, que passaram a avaliar mais espécies.
A lista orienta políticas públicas de conservação, como restrições ao corte e ao comércio, planos de recuperação e prioridades para áreas protegidas. Explorado desde o início da colonização para a extração de um corante vermelho, o pau-brasil hoje sobrevive em poucos fragmentos de Mata Atlântica, principalmente no litoral do Nordeste e do Sudeste.
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