O PT e os partidos aliados promoveram neste domingo (13) uma jornada nacional de campanha batizada de 'Dia 13 com Lula', em referência ao número do partido na urna. A data não foi escolhida por acaso: faltam exatamente três semanas para o primeiro turno, marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro, com votação das 8h às 17h em todo o país. O formato foi descentralizado — cada diretório municipal definiu local, horário e tipo de atividade, cadastrando as ações em uma plataforma nacional.
As ruas viram bandeiraços, carreatas, panfletagens, adesivaços, caminhadas e rodas de conversa. Em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o candidato ao governo estadual, Fernando Haddad, participaram do ato na Avenida Paulista, próximo ao MASP. Em Brasília, a primeira-dama Janja Lula da Silva esteve na Praça Marielle Franco, ao lado dos candidatos Leandro Grass e Erika Kokay. No Rio, a atividade em Copacabana teve a presença de Benedita da Silva, candidata ao Senado; houve também mobilizações em Teresina, Natal e outras cidades. A coligação reúne PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede.
O tamanho da mobilização é um ponto em que os números não fecham. O PT afirma ter realizado 1.120 atividades em todo o país, balanço divulgado pela própria direção partidária e sem verificação independente. Reportagem do Brasil de Fato falou em cerca de 130 cidades, enquanto o Poder360 registrou imagens de atos em ao menos seis estados e descreveu como reduzido o público da concentração paulistana. Nenhum veículo publicou estimativa oficial de participantes, e não houve balanço de órgãos de segurança.
Lula não participou presencialmente de nenhum dos atos: ficou em Brasília, sem agenda pública, e se conectou por videoconferência às 18h com militantes, apoiadores e comunicadores. A mobilização ocorre em um momento delicado para a campanha. A rodada mais recente do PoderData, divulgada na quinta-feira (10), mostrou o presidente com 38% no primeiro turno contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL) e, num eventual segundo turno, apontou o senador numericamente à frente, por 47% a 45% — margem dentro do intervalo de erro. Edinho Silva reconheceu recentemente falhas na produção descentralizada de material de campanha, que voltou a ser centralizada. Do outro lado, Flávio Bolsonaro cancelou suas agendas do mesmo domingo, citando as chuvas fortes e acontecimentos recentes.
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