A Renault Geely do Brasil anunciou em 16 de setembro um novo aporte de 319 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 1,9 bilhão, destinado ao Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Com o anúncio, o total comprometido pela companhia no ciclo que vai de 2025 a 2027 chega a cerca de 899 milhões de euros, algo em torno de R$ 5,3 bilhões.
O valor se soma ao aporte anterior, de 616 milhões de euros, divulgado em novembro do ano passado, quando a montadora chinesa Geely adquiriu 26,4% da operação brasileira da Renault. A parceria dá à empresa chinesa acesso imediato à fábrica paranaense e à rede de concessionárias da francesa no país, o maior mercado automotivo da América Latina — um caminho de entrada substancialmente mais rápido do que construir estrutura própria.
O dinheiro está atrelado a um calendário de produtos. O Geely EX5 EM-i, híbrido plug-in, começou a ser produzido localmente no início de setembro. O EX2, hatch compacto totalmente elétrico com 116 cavalos e tração traseira, entra em linha em dezembro, com versão de entrada indicada a R$ 123.800 e pacote de assistências que inclui piloto automático adaptativo e frenagem automática de emergência. Para 2027 estão previstos um novo Renault eletrificado sobre a plataforma GEA e um conjunto híbrido E-Tech com tração nas quatro rodas e motor flex.
Segundo Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, além do lançamento de novos modelos a empresa está preparando suas operações para o futuro, combinando os pontos fortes das duas marcas para oferecer ao cliente brasileiro tecnologias de ponta produzidas localmente. O Complexo Ayrton Senna emprega cerca de 5.000 pessoas e reúne duas fábricas, uma de veículos de passeio e outra de utilitários. A aproximação entre as duas companhias não é recente: a Geely detém 34% da Renault Korea desde 2022, e as empresas operam desde 2024 a Horse Powertrain, joint venture dedicada a motores a combustão e híbridos.
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