O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta terça-feira, 8, que o Peru aderiu ao chamado "Escudo das Américas", uma coalizão de governos conservadores cujo objetivo central é enfrentar os cartéis de narcotráfico na região. Em um artigo de publicado no jornal El Comercio, ele escreveu que "estamos sincronizando esforços para proteger nosso hemisfério de ameaças transnacionais e regionais, dando as boas-vindas ao Peru - agora um importante aliado extra-OTAN - ao Escudo das Américas".
Em uma coletiva de imprensa antes da viagem que realiza nesta semana pela América do Sul, que tem como destino, além do Peru, Colômbia e Equador, Rubio disse que o movimento faz parte de uma tendência observada no Hemisfério Ocidental de alinhamento com os EUA e com os interesses americanos.
"Nossa Estratégia de Segurança Nacional aponta o fortalecimento da nossa presença no Hemisfério Ocidental como uma das nossas prioridades. E creio que esta viagem e estas reuniões servem para promover esse objetivo como parte da referida estratégia", afirmou.
Questionado sobre o interesse americano no petróleo da Venezuela, respondeu: "diria a qualquer pessoa preocupada com o fato de os EUA estarem agindo de forma negativa no setor de energia o seguinte: É muito mais vantajoso para eles estabelecerem parcerias conosco. Na prática, as empresas chinesas e russas detinham os direitos sobre os campos de petróleo, mas nunca os tornaram operacionais. Esses campos passarão a produzir e a gerar royalties e receitas para o povo venezuelano - futuramente por meio de um governo democraticamente eleito, o que esperamos que aconteça o mais breve possível", disse.
Sobre os ataques à Arábia Saudita, Rubio disse que os Houthis são, em muitos aspectos, agentes e representantes dos iranianos. "Creio que também houve operações terrestres nas quais diversas forças estão enfrentando os Houthis e repelindo alguns dos avanços em terra que eles tentaram realizar. E estamos monitorando isso, como eu disse, muito atentamente", afirmou.
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