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Diário de Notícias

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Rueda, sobre apoiar Lula: É muito difícil a gente caminhar com a esquerda

O presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, afirmou nesta segunda-feira, 23, que vê como "muito difícil" qualquer alinhamento da federação União-Progressista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. Ele argumentou que há incompatibilidades políticas e ideológicas que impedem uma aliança, apesar de ter três ministérios no governo federal (Comunicações, Turismo e indicação em Desenvolvimento Regional).

"É muito difícil a gente caminhar com a esquerda. Quando você olha o DNA, vê que o Ciro foi ministro da Casa Civil do Bolsonaro. Como é que ele vai caminhar com o PT?", disse Rueda. "

Rueda avaliou que a disputa presidencial será "duríssima" e que o centro terá papel decisivo no resultado. Segundo ele, a federação partidária tem peso relevante no cenário nacional, com 109 deputados federais e 14 senadores, além da previsão de lançar 28 candidaturas ao Senado e 12 aos governos estaduais. Dos 13 palanques estaduais atualmente projetados, apenas dois estariam vinculados à esquerda - no Amapá e, possivelmente, na Paraíba.

O dirigente afirmou que o diálogo será intenso nos próximos meses e que trabalhará em conjunto com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na articulação nacional. Ambos participaram de um jantar com empresários nesta segunda, organizado pelo grupo Esfera Brasil em São Paulo.

Ao comentar o perfil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rueda afirmou que o parlamentar é descontraído, fala com espontaneidade e transmite sinceridade, além de demonstrar equilíbrio e experiência. Disse ainda que o senador tem diferenças visíveis em relação ao pai.

Como exemplo, relatou um episódio ocorrido durante a pandemia, quando sua filha questionou Flávio sobre o fato de Bolsonaro não ter se vacinado. Segundo Rueda, o senador respondeu que tentaria convencer o pai a tomar a vacina, postura que, na avaliação do dirigente, demonstra sensibilidade política distinta da do ex-presidente. "São erros que tenho certeza de que o Flávio não vai cometer", afirmou.

Rueda também ressaltou a força eleitoral do presidente Lula, a quem classificou como "animal político" e extremamente querido, especialmente no Nordeste. Para ele, o cenário é de forte polarização, com papel estratégico reservado ao centro na definição do resultado.

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