A Sabesp anotou lucro líquido ajustado no terceiro trimestre deste ano de R$ 1,107 bilhão, o que representa uma queda de 13,8% ante os R$ 1,284 bilhão divulgados no mesmo período do ano anterior. O resultado refletiu a piora do resultado financeiro líquido, no qual houve aumento de 74% nas despesas, para R$ 1,31 bilhão, também na comparação anual. O ajuste exclui margem de construção, ativo financeiro, efeitos não recorrentes e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE).
Além da conta de juros mais elevada para acelerar o programa de investimentos, a empresa afirma que o resultado foi impactado pelo ganho não recorrente de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre de 2025 relativo a precatórios.
O Ebitda ajustado foi de R$ 3,648 bilhões no terceiro trimestre e aumentou 15,2% ante o mesmo período do ano anterior, quando foi de R$ 3,206 bilhões. A margem Ebitda ajustada foi de 61%, ante 59%, na mesma base de comparação. A receita líquida ajustada foi de R$ 5,958 bilhões, o que representa avanço de 9%, na mesma base de comparação.
O volume de consumo residencial foi de 945 milhões de metros cúbicos (m?), ante 932 m? em igual trimestre do ano anterior, o que representou alta de 1,4%. No segmento comercial e industrial, os indicadores de consumo foram de 98 m? e 18 m?, respectivamente, idênticos há um ano. A tarifa média residencial foi de R$ 4,32 reais/m? e avançou 7%. A tarifa comercial foi de R$ 16,14/m? e subiu 6,7%. A industrial foi de R$ 22,06/m? e cresceu 13,1%.
A empresa encerrou o trimestre com 9.057, 249 a menos do que no mesmo período do ano anterior, o que representa uma queda de 2,7%. A economia com salários, encargos e benefícios e obrigações previdenciárias foi de 21,4%, ou R$ 147 milhões. O maior aumento de despesas foi em energia elétrica, em que a alta de 37,2% ocasionou perdas de R$ 112 milhões além do já desembolsado no terceiro trimestre de 2025.
As despesas de capital (Capex) somaram R$ 4,5 bilhões neste terceiro trimestre e subiram 13,8% na base anual. A variação ficou concentrada na distribuição de água, onde houve aumento de 47,2% no volume de investimentos, encerrando o período com despesas de R$ 1,701 bilhão. No de esgoto, as despesas ficaram estáveis em R$ 2,82 bilhões. A carteira de investimentos contratados (backlog de Capex) alcançou R$ 44,2 bilhões.
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