O São Paulo contestou processo movido por Júlio Casares, ex-presidente do clube tricolor, que deseja anular sua expulsão da equipe por gestão temerária. Representantes do time paulista afirmam que argumentos do ex-dirigente tratam-se de "alucinações".
"Não se trata de simples divergência jurídica. Trata-se da iniciativa de quem presidiu a Diretoria Executiva da instituição... e que, em vez de atacar o julgamento que o atingiu (o qual, note-se, não ousa pedir para anular), bate às portas do Poder Judiciário em busca de um atestado de 'conformidade' para a própria gestão", escreveu a instituição em trecho da contestação.
No final de setembro, Casares entrou com uma ação na Justiça para invalidar sua expulsão do São Paulo, oficializada no início do mês passado depois de votação do Conselho Deliberativo do clube.
O ex-mandatário alega ter sido alvo de uma "trama política" e nega gestão temerária, motivo pela sua exclusão. A Comissão de Ética recomendou a medida na ocasião, com base nos R$ 11 milhões sacados durante a gestão Casares e no uso indevido do cartão corporativo.
Júlio diz que os saques nas contas da equipe do Morumbi foram realizados para o pagamento de premiações por títulos. Além disso, ele assegura que as prestações de contas entre 2021 e 2024 foram aprovadas, que teve ações de "boa-fé" e que decisões técnicas e classificações contábeis não eram de responsabilidade exclusiva do ex-presidente.
O processo pede o reconhecimento da ausência de gestão temerária, a aprovação da prestação de contas do cartão corporativo e que a Justiça cobre o clube para apresentar documentos que comprovem a gestão temerária e o desvio de recursos.
Já o São Paulo, solicita que o judiciário negue os pedidos de Júlio Casares, que indefira as suas requisições pra ter acesso a documentos do time, que ocorra o acolhimento das manifestações preliminares para extinguir a ação e que o ex-dirigente pague as custas processuais e honorários advocatícios.
"Trata-se de tentativa desleal - e traiçoeira - de quem, tendo concentrado o poder, pretende dividir a culpa com funcionários e subordinados", completou a equipe.
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