O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou nesta quarta-feira, 14, atraso nas obras de um contrato de R$ 365,2 milhões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2), na Bahia, e determinou que a Infra S.A. exija da empresa responsável, a TCE Engenharia, um plano emergencial de limpeza e manutenção dos trilhos. A contratada deverá arcar com os custos das medidas, que devem ser exigidas pela estatal em até 30 dias.
A execução financeira do contrato era de R$ 64,9 milhões em março de 2026 - cerca de 17,7% do valor total, segundo a auditoria. O valor fica abaixo dos 93,14% previstos para o período, que correspondem a R$ 340,1 milhões.
Além do atraso, o TCU identificou problemas na conservação de cerca de 96 quilômetros de trilhos de um subtrecho da malha, instalados em contrato anterior e que deveriam receber manutenção durante a execução dos trabalhos atuais. A concentração dos serviços nos primeiros meses do contrato favoreceu o crescimento de vegetação sobre os trilhos e o lastro ferroviário, com possíveis impactos sobre a drenagem, estabilidade da via e segurança da operação, segundo a auditoria da Corte.
O plano emergencial deverá prever a retirada da vegetação e a recuperação das condições de drenagem, do travamento do lastro e da segurança para circulação sobre os trilhos. O tribunal também apontou que a aceitação de um cronograma que concentrava a manutenção no início do contrato, em desacordo com a previsão de execução contínua, contrariou princípios de eficiência e economicidade.
A auditoria atribuiu o atraso a um conjunto de fatores, entre eles a baixa mobilização de pessoal e equipamentos pela TCE Engenharia, a demora na aprovação de projetos executivos de determinados subtrechos e entraves relacionados à liberação de áreas e a compromissos envolvendo comunidades quilombolas.
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