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Diário de Notícias

DN.

Ucrânia atinge a terceira refinaria russa em três dias, e Moscou abre caso de terrorismo

Ataques com drones encerram pausa de cerca de duas semanas pedida pelos EUA; negociações entre Washington, Kiev e Moscou estão previstas para este mês.

A Ucrânia voltou a atacar a indústria de petróleo da Rússia. Na madrugada deste domingo (1º), um grande ataque com drones atingiu uma instalação industrial a leste de Moscou, identificada pela imprensa ucraniana como a refinaria de Kstovo, da Lukoil, na região de Níjni Novgorod, uma das maiores do país. Foi a terceira refinaria russa atingida em três noites seguidas. As autoridades russas abriram um processo por terrorismo.

A ofensiva encerra uma pausa de cerca de duas semanas nos ataques a refinarias, adotada sob forte pressão dos Estados Unidos. O Kremlin acusou Kiev de ignorar os pedidos para suspender esse tipo de ação. O governo ucraniano não assumiu formalmente os ataques, mas o presidente Volodimir Zelensky tem apresentado a estratégia como resposta à campanha russa contra o sistema de energia da Ucrânia, e diz que só aceita parar se houver garantias de proteção para a infraestrutura energética do próprio país.

No campo diplomático, um assessor do Kremlin disse que o presidente Vladimir Putin atenderia um telefonema de Zelensky, se ele ligasse. O chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que a posição de Moscou sobre o conflito permanece a mesma. Negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia estão previstas para este mês, e o Kremlin diz que ainda não há data para um encontro entre Donald Trump, Putin e o chinês Xi Jinping.

Enquanto isso, a guerra segue cobrando um preço alto dos civis. Na semana passada, um ataque russo a uma estação ferroviária matou ao menos 13 pessoas. Na cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia, moradores aproveitaram um cessar-fogo local, mediado pelos Estados Unidos, para atravessar para o território controlado por Kiev; Moscou rejeitou prolongar a trégua, que terminou neste domingo.

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