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Varejo alimentar cresce 2,8% no Brasil, mas consumidores fazem menos compras

O varejo alimentar brasileiro registrou crescimento de 2,8% no faturamento em setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar do avanço, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços, enquanto o número de compras realizadas pelos consumidores apresentou queda. Os dados fazem parte de um levantamento da Rock Encantech, divulgado nesta segunda-feira (26), que analisou 125 milhões de transações comerciais.

De acordo com a pesquisa, o preço médio dos produtos subiu 4,1%, enquanto o valor médio gasto por compra avançou 4%. Em contrapartida, a quantidade de compras caiu 1,1%, e o número de itens adquiridos por transação recuou 0,1%. Os indicadores mostram que o aumento do faturamento não foi acompanhado por uma expansão equivalente do consumo, evidenciando o peso dos preços sobre os resultados do setor.

Nos supermercados, o faturamento apresentou crescimento de 3,9%, acompanhado por uma elevação de 5,4% no valor médio das compras. Os preços médios avançaram 5,3%, enquanto a quantidade de compras diminuiu 1,5%. Já no atacarejo, segmento que combina características do atacado e do varejo, a receita cresceu 2,3%, com aumento de 3,5% nos preços médios e de 2,9% no valor gasto por transação.

O levantamento também identificou resultados mais positivos entre consumidores cadastrados em programas de fidelidade. Nesse grupo, o faturamento cresceu 6%, enquanto o valor médio das compras aumentou 4,6% e a frequência de visitas avançou 1,4%. O desempenho reforça a importância das estratégias de relacionamento adotadas pelas redes varejistas para estimular o consumo e manter a preferência dos clientes.

Com a aproximação das festas de fim de ano, os indicadores colocam em evidência um dos principais desafios do comércio brasileiro: ampliar as vendas sem depender exclusivamente dos reajustes de preços. Para as empresas, o comportamento dos consumidores exige maior atenção às promoções, à competitividade e à oferta de produtos. Para as famílias, a pesquisa mostra que gastar mais no supermercado não significa, necessariamente, levar mais produtos para casa.

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