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Xavi dribla polêmica em apresentação na Holanda: 'Sou um vencedor e estou pronto para competir'

A era Xavi Hernández começou para valer no comando da seleção holandesa nesta segunda-feira, quando conheceu as instalações de onde vai preparar a seleção nacional. Nesta terça, sua apresentação veio com uma gafe da diretoria laranja, que acabou revelando que o treinador foi a terceira opção para o cargo. O espanhol soube driblar a gafe com categoria, mostrou-se preparado e fez questão de destacar sua carreira vencedora.

O novo comandante, contratado para a vaga de Ronald Koeman - saiu após a Copa do mundo para cuidar da mulher, doente - posou com a camisa como número 2030 às costas, em alusão ao tempo de contrato. Foi aí que veio a gafe. O diretor técnico Nigel de Jong, ao anunciar Xavi para a imprensa, acabou revelando que ele não era o plano inicial para a vaga.

"Nosso primeiro candidato foi Pep Guardiola, mas ele queria tirar um ano de folga. Nosso segundo candidato foi Arne Slot, mas ele preferiu continuar ativo no futebol de clubes. Então, passamos para o terceiro candidato, o homem ao meu lado, Xavi Hernández", afirmou De Jong, sem se importar com a repercussão da fala.

Obviamente, a declaração acabou se tornando a primeira questão da coletiva. "Como é para você ser o terceiro técnico preferido depois que Guardiola e Slot se tornaram os primeiros alvos da federação?", ouviu Xavi, que soube se desvencilhar da polêmica. "Bem, não é uma posição ruim aparecer depois de Guardiola e Slot, não?", disse, sem esconder o sorriso amarelo, tentando aliviar o momento de constrangimento.

Rapidamente o assunto virou bola e o novo comandante deu show, deixando a torcida holandesa esperançosa com suas respostas confiantes. "Nosso objetivo é formar uma equipe com paixão, desejo e ambição. Estamos aqui para competir, aproveitar e vencer. Adoro esse tipo de pressão. Sou um vencedor, foi isso que demonstrei ao longo da minha carreira como jogador e treinador, e estou pronto para competir", destacou.

A Holanda sempre chamou atenção pela força de seus conjuntos e Xavi Hernandez quer aproveitar essa evidente qualidade para uni-la às conquistas. "Para nós, o grande desafio é impregnar o jogador e a federação nesta nossa filosofia", disse Xavi, explicando um pouco mais de seus conceitos. "Um futebol de ataque, com a iniciativa no jogo com a bola e mantendo a posse em todo momento."

Mesmo espanhol, ele voltou a frisar que tem história com a Holanda pelos ex-companheiros holandeses com os quais atuou, além de trabalhar com técnicos do quilate de Louis Van Gaal e Frank Rijkaard, além de ter a influência de Johan Cruyff e Rinus Michels no Barcelona.

"Tenho muitas conexões com este país. Minha sensação é que vou à universidade do futebol, da qual eu aprendi muito durante minha carreira como jogador e treinador", frisou.

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