Eleições de meio de mandato renovam toda a Câmara, 35 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais; democratas lideram as pesquisas nacionais.
Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, vistas como um referendo sobre o segundo governo de Donald Trump. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e os governos de 36 estados, além de assembleias legislativas e cargos locais. Hoje, os republicanos controlam as duas Casas por margens estreitas, com 53 senadores e maioria apertada na Câmara.
As pesquisas da reta final são desfavoráveis ao governo. Na média nacional, os democratas aparecem com 51,4% das intenções de voto para a Câmara, contra 43,2% dos republicanos, uma vantagem de cerca de oito pontos. A aprovação de Trump gira em torno de 37%, com quase 60% de desaprovação, um dos piores índices de um presidente às vésperas de uma eleição de meio de mandato desde a Segunda Guerra. Uma pesquisa divulgada neste domingo (1º) mostrou que 64% dos eleitores consideram que o presidente ficou abaixo das expectativas e que 70% se dizem muito interessados na votação.
A batalha mais apertada é pelo Senado, decidida estado a estado. No Texas, o democrata James Talarico aparece com 49%, contra 43% do republicano Ken Paxton. Em Michigan, o democrata Abdul El-Sayed tem 49%, ante 42% do republicano Mike Rogers. Também há disputas acirradas na Geórgia, no Kansas, no Maine e no Alasca. Trump chegou a trocar comícios presenciais no Kansas e em Iowa por eventos por telefone, mas voltou atrás e decidiu ir pessoalmente neste fim de semana. O custo de vida é o tema que mais pesa para o eleitor, e a guerra com o Irã, impopular, também entrou no debate.
O resultado define a segunda metade do mandato. Se perder a Câmara, Trump passará a enfrentar investigações e terá dificuldade para aprovar sua agenda; uma derrota no Senado complicaria a confirmação de ministros e juízes. Os republicanos lembram que as pesquisas subestimaram o presidente em 2016 e 2020. Como muitos estados contam votos enviados pelo correio, a apuração de algumas disputas pode levar dias, e o controle do Congresso pode não ser conhecido na própria noite de terça.
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