O dólar encerrou a sexta-feira (18) cotado a R$ 5,1451, com leve alta de 0,11%, em uma sessão sem grandes novidades. Na semana, a moeda americana acumulou valorização de 0,39%. Ainda assim, no acumulado de 2026, o dólar segue em queda de 6,27% frente ao real.
A semana foi marcada por uma rara sequência de decisões de política monetária. Na quarta-feira (16), o Copom, do Banco Central, reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. No mesmo dia, o Federal Reserve, nos Estados Unidos, fez o movimento oposto: elevou os juros em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4%, o primeiro aperto em três anos. Na sexta, foi a vez do Banco do Japão subir sua taxa básica para 1,25%. Juros mais altos lá fora e mais baixos aqui tendem a reduzir a atratividade relativa do real.
O Banco Central atuou no câmbio ao longo da sexta-feira. Pela manhã, vendeu US$ 1 bilhão em leilão de linha, com compromisso de recompra em 2 de abril de 2027, para oferecer liquidez diante da saída de recursos do país. Mais tarde, vendeu 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Dados do BC mostram saída líquida de quase US$ 6 bilhões em setembro até o dia 11, a maior parte pelo canal financeiro.
Na bolsa, o Ibovespa caiu 0,41% e fechou aos 185.229 pontos. Na semana, o índice recuou 1,02%, interrompendo uma sequência de quatro semanas seguidas de alta. Além do cenário de juros, analistas apontaram a cautela com o quadro eleitoral, a duas semanas do primeiro turno, como fator de pressão sobre os negócios.
0 Comentário(s)