Lista vai orientar até R$ 7 bilhões em incentivos para processar minérios no país e produzir itens como baterias de carros elétricos.
O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos aprovou nesta quinta-feira (5) a lista dos 27 minerais que serão prioridade do governo federal em políticas públicas e financiamentos. A relação foi dividida em prioridade alta, média e baixa e vai orientar os investimentos previstos na Política Nacional de Minerais Críticos, sancionada em setembro, que prevê até R$ 7 bilhões em incentivos.
No grupo de prioridade alta estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio, essenciais para baterias de veículos elétricos, ímãs e sistemas de armazenamento de energia. Na prioridade média aparecem tungstênio, cromo, vanádio, titânio, fosfato e potássio, entre outros. Nióbio, ferro, ouro e alumínio ficaram no grupo de prioridade baixa.
A classificação levou em conta o risco geopolítico, a concentração da oferta no mundo, a possibilidade de substituição, a posição do Brasil na cadeia de produção e a dependência de importação. O objetivo é criar uma indústria nacional para processar esses minerais e transformá-los em produtos prontos, em vez de apenas exportar matéria-prima. O Brasil tem a segunda maior reserva de grafita do mundo, a terceira de níquel e a quarta de manganês.
Na reunião, o presidente Lula defendeu parcerias com outros países e disse que o Estado não precisa ser o único responsável pela exploração e industrialização dos minerais. A lista não é definitiva e pode receber novos itens conforme os mesmos critérios.
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