A Huawei Technologies, uma importante empresa de tecnologia chinesa, enfrenta um julgamento criminal por extorsão em Nova York sob acusações de roubo de tecnologia, conspiração para roubar segredos comerciais dos EUA e fraude bancária e eletrônica, entre outros crimes.
A seleção do júri começou na tarde de terça-feira, 8. As declarações de abertura não eram esperadas até quarta-feira, no mínimo.
A acusação alega que, além de roubar segredos comerciais, a Huawei e algumas de suas subsidiárias fizeram negócios na Coreia do Norte, apesar das sanções dos EUA, e instalaram equipamentos de vigilância que ajudaram o Irã a espionar manifestantes durante as manifestações antigovernamentais de 2009 no Irã.
Os advogados da Huawei tentaram fazer com que o amplo caso criminal fosse arquivado, argumentando nos documentos judiciais que as alegações dos EUA eram muito vagas e tentavam, de forma inadmissível, estender a autoridade americana no exterior. A empresa afirmou em um comunicado que a narrativa promovida pelos promotores dos EUA é "demonstravelmente falsa".
"O investimento de longo prazo em inovação, apoiado pelo máximo respeito à propriedade intelectual, tem sido a força motriz por trás do sucesso comercial da Huawei", disse a empresa.
A Huawei é a maior fornecedora mundial de equipamentos para redes de telecomunicações sem fio, mas a empresa está proibida de vender equipamentos para operadoras dos EUA por temores de que represente um risco à segurança. Também foi incluída na lista negra por outros aliados ocidentais, como Canadá e Reino Unido.
A empresa fabrica telefones e outros eletrônicos de consumo, mas foi cortada de outras linhas de negócios. Mais recentemente, expandiu-se para a fabricação de chips, à medida que o boom da inteligência artificial (IA) impulsiona a demanda por microprocessadores.
Durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, sua administração levantou preocupações de segurança nacional sobre a Huawei e começou a pressionar aliados ocidentais contra a inclusão dos produtos da empresa em suas redes sem fio de próxima geração de alta velocidade. Os EUA anunciaram as acusações criminais no início de 2019 e desde então expandiram as alegações.
Funcionários chineses disseram que o governo dos EUA tem se envolvido em "bullying econômico" e usado indevidamente a segurança nacional como pretexto para "oprimir empresas chinesas".
Os promotores dos EUA acusaram a Huawei de usar uma empresa de fachada em Hong Kong conhecida como Skycom para vender equipamentos ao Irã em violação das sanções dos EUA. Eles também acusaram sua diretora financeira, Meng Wanzhou, de fraude, dizendo que ela enganou o banco HSBC sobre os negócios da empresa no Irã.
Meng, filha do fundador da Huawei, foi presa no Canadá no final de 2018 a pedido de extradição dos EUA, mas foi libertada em setembro de 2021 em uma troca de prisioneiros de alto risco que libertou dois canadenses detidos pela China e permitiu que ela voltasse para casa.
Como parte do acordo, os EUA retiraram seu pedido de extradição e disseram que iriam arquivar as acusações de fraude contra Meng.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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