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O que Elon Musk lê? Conheça alguns dos livros associados à trajetória do bilionário

O que Elon Musk lê? Conheça alguns dos livros associados à trajetória do bilionário

Poucos empresários falam tanto sobre livros quanto Elon Musk. Ao longo de duas décadas de entrevistas, publicações em redes sociais e biografias autorizadas, o fundador da SpaceX e da Tesla construiu uma espécie de estante pública, em que ficção científica, biografias e manuais técnicos convivem lado a lado. Antes de listar, vale um cuidado: circulam pela internet muitas compilações de "livros recomendados por Musk" sem qualquer registro de que ele tenha de fato falado sobre as obras. Os títulos abaixo aparecem em falas documentadas dele próprio.

A ficção científica ocupa o lugar mais visível. "O Guia do Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams, é a obra que Musk mais associa à própria formação: ele já contou em entrevistas que o livro o ajudou a atravessar uma crise existencial na adolescência e resumiu a lição dizendo que, se a pergunta for formulada corretamente, a resposta é a parte fácil. A série "Fundação", de Isaac Asimov, é outra referência recorrente em suas falas sobre a necessidade de tornar a humanidade uma espécie multiplanetária. Ele também já elogiou publicamente a série "Cultura", de Iain M. Banks, e apontou "A Lua é uma Amante Severa", de Robert Heinlein, como o melhor livro do autor. Em outra frente, mencionou "O Senhor dos Anéis" ao falar da infância, dizendo que os heróis de suas leituras sempre pareciam ter o dever de salvar o mundo.

Do lado técnico, há duas indicações claras e diretas. Musk recomendou "Structures: Or Why Things Don't Fall Down", de J. E. Gordon, chamando-o de excelente introdução ao projeto estrutural — leitura ligada ao período em que se preparava para tocar a SpaceX. Também citou "Ignition!", de John D. Clark, uma história informal dos propelentes líquidos de foguete, ao explicar como estudou propulsão. As biografias formam um terceiro grupo: ele já falou com admiração de "Benjamin Franklin: An American Life" e de "Einstein: His Life and Universe", ambas de Walter Isaacson — que, anos depois, viria a escrever a própria biografia de Musk —, e mencionou também a biografia de Howard Hughes, em tom mais irônico.

É útil separar o que foi recomendação explícita do que foi apenas menção. Sobre "Superintelligence", de Nick Bostrom, e "Our Final Invention", de James Barrat, Musk publicou recomendações diretas de leitura, no contexto de seus alertas sobre riscos da inteligência artificial. Já obras como "O Senhor dos Anéis" e a biografia de Hughes aparecem como leituras citadas ou comentadas, sem que ele tenha sugerido que outras pessoas as lessem. Há ainda casos intermediários, como "Zero to One", de Peter Thiel, para o qual escreveu um elogio de divulgação, e a coleção "A História da Civilização", de Will e Ariel Durant, que mencionou mais de uma vez em conversas públicas. O conjunto ajuda a explicar temas que atravessam sua trajetória — espaço, engenharia, energia e o futuro da tecnologia — mas convém ler a lista como um retrato de declarações ao longo do tempo, não como uma bibliografia oficial.

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