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Neymar inicia recuperação de lesão que pode deixá-lo até dois meses fora

Neymar inicia recuperação de lesão que pode deixá-lo até dois meses fora

Neymar começou nesta semana o tratamento da lesão muscular que deve tirá-lo de campo por um período ainda incerto. O problema apareceu em 2 de setembro, nos minutos finais do primeiro tempo da partida contra o Palmeiras pela Copa do Brasil, quando o camisa 10 sentiu a coxa direita e foi substituído no intervalo. Exames de imagem realizados dois dias depois confirmaram o diagnóstico divulgado pelo Santos: lesão muscular do tipo 2B no reto anterior, ou seja, uma ruptura parcial de fibras na região de transição entre músculo e tendão.

Segundo o comunicado do clube, esse tipo de lesão costuma exigir ao menos três semanas de tratamento. Na prática, porém, as estimativas divulgadas por profissionais que acompanham o caso são mais amplas: a literatura esportiva aponta um retorno médio entre quatro e seis semanas para lesões 2B, e parte das avaliações fala em uma ausência que pode se estender por até dois meses, levando em conta o histórico recente do atleta. Vale reforçar que se trata de projeção, e não de data confirmada. Prazos de recuperação muscular variam conforme a resposta individual ao tratamento, a evolução dos exames de controle e a decisão do departamento médico sobre quando liberar o jogador — antecipar o retorno é justamente o que aumenta o risco de uma nova lesão no mesmo local.

A ausência chega em um momento delicado do calendário santista. As contas mais conservadoras indicam que Neymar deve desfalcar o time em pelo menos dez partidas, número que pode chegar a treze dependendo do desempenho da equipe nas competições de mata-mata e do reagendamento de jogos adiados. Entre os compromissos afetados estão rodadas do Campeonato Brasileiro e o confronto de quartas de final da Copa Sul-Americana contra o Atlético, com partidas previstas para 9 e 16 de setembro.

Além do peso técnico, a lesão reacende um debate que acompanha o atacante há anos. Neymar acumula um longo histórico de problemas físicos ao longo da carreira, com dezenas de lesões registradas e centenas de jogos perdidos, e este é o segundo episódio de grau 2 em 2026 — o anterior atingiu a panturrilha, em maio. Para o Santos, que apostou no retorno do ídolo como principal ativo esportivo e comercial da temporada, o desafio agora é dividido: reorganizar o time ofensivo para a reta final e, ao mesmo tempo, conduzir a recuperação sem pressa, para evitar que o problema volte.

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